Há muitas respostas possíveis para esta pergunta, até porque, além das dificuldades inerentes a essa questão, há ainda o problema de saber o que se entende por "Deus" e também o que se entende por "existir". Mas isso é assunto para outra ocasião.
Uma resposta bastante honesta e decente – embora não necessariamente a mais correta – é a de Protágoras:
"Sobre os deuses, não estou em posição de saber nem se existem, nem se não existem, nem quais são. Na verdade, muitas coisas impedem de saber; não só a obscuridade do problema mas a brevidade da vida humana". (apud Hermann Diels, Fragmentos dos pré-socráticos, fragmento 4)
É o que se chama do por aí de agnosticismo, que, aliás, virou moda entre os jovens que se consideram instruídos demais para crer em alguma divindade.
Mas o que muita gente não sabe é que o agnosticismo pode ser (1) teísta ou (2) ateísta. O agnóstico teísta até crê na existência de algum tipo de Deus, mas entende que não é possível qualquer conhecimento seguro sobre a divindade. Apenas crê, mas sem certezas. O agnóstico ateísta é aquele que nem sabe coisa alguma sobre seres divinos nem tem fé em qualquer tipo de deus. É chamado também de ateísmo fraco. Vale lembrar ainda a diferença entre o agnóstico ateísta e o ateu mesmo (ateísmo forte); este último nega com convicção a existência de qualquer tipo de deus.
Seja como for, parece-me que Protágoras anda fazendo muito sucesso atualmente.
Nas próximas postagens veremos outros pontos de vista acerca desse assunto.
4 comentários:
Se Deus existe, parece que acabou de operar o bom milagre que é volta do coma de O Jardim. hehehe.
Aleluia, irmãos!
Hehehehehehehehehehe.
Esse Roguetos é um jardineiro fiel mesmo. Brigado pelo apoio, cara.
Espalhem as boas novas. The Garden is alive!!!
:)
Parabéns aí pela reativação do site... Estou de volta aos comentários também!
Quanto ao agnosticismo, é a posição fácil né? Nada como ficar em cima do muro...
Valeu, Marden. Seja sempre bem-vindo!!
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